Na edição de 5 de Abril de 1909 do Arizona Gazette havia um artigo entitulado: “Explorations in Grand Canyon: Remarkable finds indicate ancient people migrated from Orient.” (Explorações no Grand Canyon: descobertas incríveis indicam que povos antigos migraram do Oriente) De acordo com o artigo, a expedição foi financiada pelo instituto Smithsonian e descobriu artefatos que iriam, se verificados, revirar a história convencional. Dentro de uma caverna, “talhada na rocha, por mãos humanas”, foram encontrados tabletes com hieróglifos, armas e ferramentas de cobre, estátuas de deidades egípcias e múmias. Apesar de altamente intrigante, a veracidade da história é questionada porque o sítio numa mais foi reencontrado. O Smithsonian nega qualquer conhecimento da descoberta, e várias expedições à procura da caverna voltaram de mãos vazias. Seria o artigo só um boato? “Apesar de não se poder ignorar que toda a história possa ser uma elaborada fraude de um jornal,” escreve o pesquisador/explorador David Hatcher Childress, “o fato de que estava na primeira página, citava o prestigioso Instituto Smithsonian, e ter dado uma história altamente detalhada que continuava por várias páginas, concede um grande valor a sua credibilidade. É difícil acreditar que uma história do tipo tivesse saído do nada.” Os que apóiam a descoberta alegam que as áreas restritas do Canyon são evidência de um encobrimento da verdade.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A Múmia de Spirit Cave
Em 1940, uma equipe de marido-e-mulher arqueólogos, Sydney e Georgia Wheeler, descobriram uma múmia em “Spirit Cave”, a 20 km leste de Fallon, Nevada. Ao entrarem em Spirit Cave eles descobriram os restos de duas pessoas envoltas em uma esteira de tule. Uma parte dos restos, enterrada mais fundo do que as outras, foi parcialmente mumificada (a cabeça e o ombro direito). Os Wheelers, com a ajuda de moradores locais recuperaram um total de 67 artefatos da caverna. Esses artefatos foram examinados no Nevada State Museum, onde estimaram que possuíam entre 1.500 e 2.000 anos de idade. 54 anos depois, em 1994, na Universidade da Califórnia, Riverside, o antropólogo R. Erv Taylor examinou dezessete dos artefatos de Spirit Cave utilizando espectrometria de massa. Os resultados indicaram que a múmia tinha aproximadamente 9.400 anos de idade – mais antiga do qualquer outra múmia norte-americana. Estudos posteriores determinaram que a múmia exibe características caucasóides similar aos Ainu (uma etnia japonesa), apesar de que uma associação definitiva ainda não foi estabelecida.
O “sempre sinistro” Calendário Maia
Existe muito alarido sobre as supostas profecias do Calendário Maia. Mais pessoas as temem, talvez, do que temeram as catástrofes previstas do ano 2000. Toda a preocupação está baseada na descoberta de que o calendário maia de “Conta Longa” (alguns o chamam também de “Conta Larga”) termina em uma data que corresponde ao nosso 21 de Dezembro de 2012. O que isto significa? O fim do mundo por algum cataclisma global ou guerra? O início de uma nova era, uma nova Era para a humanidade? Profecias do tipo possuem uma longa tradição de não acontecerem. Mas a única maneira de sabermos com certeza é esperar e ver. Mas, de qualquer forma, em 2012 você pode pensar em fazer as suas compras de Natal antes…
A localização de Atlântida
Existem muitas, muitas, muitas teorias sobre a verdadeira localização de Atlântida. Nós recebemos a lenda de Atlântida de Platão, que escreveu sobre a bela, tecnologicamente avançada ilha-continente, em 370 a.C, mas a descrição que o filósofo fez de sua localização foi limitada e vaga. Muitos, é claro, concluíram que Atlântida nunca existiu. Aqueles que acreditam na sua existência têm procurado por evidências ou ao menos pistas em praticamente todo canto do mundo. As famosas profecias de Edgar Cayce dizem que remanescentes de Atlântida seriam encontrados perto de Bermuda, e em 1969 formações geométricas de pedras foram encontradas próximas a Bimini (também conhecida como “Estrada de Bimini”) o que os crentes dizem confirmar as predições de Cayce. Outros locais propostos para a localização de Atlântida incluem: Antártida, México, ao largo da costa da Inglaterra, possivelmente até ao largo da costa de Cuba (veja mais a frente). A controvérsia e as teorias irão certamente continuar até que alguém descubra uma placa dizendo “Bem-vindo à Atlântida. Coma no Joe’s.
As Linhas de Nazca
As famosas linhas de Nazca podem ser encontradas em um deserto há cerca de 321km ao sul de Lima, Peru. Em uma planície medindo aproximadamente 59 km de comprimento e 1.6 km de largura existem linhas e figuras gravadas que tem desconcertado os cientistas desde sua descoberta, nos anos 1930. As linhas correm perfeitamente retas, algumas paralelas umas às outras, muitas se cruzando, fazendo com que pareçam, para quem olha de cima, pistas de pouso de antigos aeroportos. Isto estimulou Erich Von Däniken em seu livro “Eram os deuses astronautas?” a sugerir que elas eram de fato pistas para naves extraterrestres. Mais intrigantes são as figuras gigantes de 70 – alguns animais gravados no solo – um macaco, uma aranha e um beija-flor, além de outros. O que estarrece é que essas linhas e figuras foram feitas em tal escala que só podem ser reconhecidas em uma alta altitude. Então qual o significado delas? Alguns acreditam que possuam algum propósito astronômico, enquanto outros acreditam que serviam para cerimônias religiosas. Uma teoria recente sugere que as linhas levam a fontes de água preciosa. A verdade é que ninguém realmente sabe.
A idade das Pirâmides e da Esfinge
A maioria dos egiptólogos acredita que a Grande Esfinge do platô de Giza tem cerca de 4.500 anos de idade. Mas esse número é só isso – uma crença, uma teoria, não um fato. Como Robert Bauval diz em “The Age of the Sphinx” (A Idade da Esfinge), “não há nenhuma inscrição – nem ao menos uma – seja entalhada em uma parede ou pilar ou escrito nos amontoados de papiros” que associe a Esfinge a esse período de tempo. Então, quando ela foi construída? John Anthony West desafiou a idade aceita do monumento quando notou a erosão vertical em sua base, que somente poderia ter sido causada por uma longa exposição a água em forma de chuvas fortes. No meio do deserto? De onde a água vinha? O que acontece é que esta área do mundo já experienciou tais chuvas – cerca de 10.500 anos atrás! Isso faria com que a Esfinge tivesse o dobro da atual idade aceita. Bauval e Graham Hancock calcularam que a Grande Pirâmide igualmentedata de cerca de 10.500 a.C. – antecedendo a Civilização Egípcia. Isso aumenta as perguntas: quem as contruiu e porque?
Eu somente irei ressaltar que o formato geral da esfinge é uma formação natural naquela parte do mundo, devido aos ventos + areia. Os egiptologistas salientaram que os egípcios teriam notado aquele formato de gato, e então só entalhado os detalhes.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O MISTÉRIO DOS DISCOS VOADORES
No dia 24 de junho de 1947, o comerciante Kenneth Arnold estava pilotando seu avião particular nos arredores do Monte Rainier, em Washington, quando avistou nove objetos não-identificados que descreveu como discos voadores. A expressão colou e, desde então, os objetos voadores não identificados (em português OVNI, em inglês UFO) também passaram a ser conhecidos como discos voadores, mesmo quando não têm a menor semelhança com discos,
Mas Kenneth Arnold não foi nem o primeiro, nem o último a avistar esses objetos. Relatos de avistamentos de OVNIs continuam a pipocar até hoje nos noticiários de todo o mundo e já faziam parte dos anais da história da humanidade muito antes que Arnold os batizasse de “discos voadores”.
Pilotos da II Guerra Mundial frequentemente relatavam que seus aviões eram perseguidos por objetos luminosos, que eles apelidaram de foo fighters (“caças malucos”), e o excêntrico pesquisador Charles Hoy Fort, que ficou conhecido como “o apóstolo do absurdo” e se especializou em colecionar notícias de fenômenos bizarros, compilou centenas de casos de avistamentos nos séculos XIX e início do XX.
Histórias preservadas nos mitos e lendas de todos os povos, bem como pinturas nas cavernas mostrando estranhos seres e objetos, sugerem que os discos voadores podem estar assombrando nossos céus pelo menos desde a pré-história.
Ao redor dos discos voadores, constituiu-se toda uma ciência nova, a ufologia. Um de seus fundadores foi o falecido Dr. Joseph Allen Hynek, um astrofísico norte-americano que, até sua morte, em 1986, era considerado o papa da ufologia. Em seu livro Ufologia – Uma Pesquisa Científica, Hynek propôs uma classificação usada até hoje para agrupar os relatos de casos ufológicos:
- Contatos Imediatos do I Grau: o simples avistamento de um objeto não-identificado.
- Contatos Imediatos do II Grau: um avistamento que também está associado a efeitos físicos supostamente causados pelo objeto.
- Contatos Imediatos do III Grau: não só o avistamento de um objeto, mas a interação da testemunha com seus alegados tripulantes, os ufonautas. (É daí que vem o nome do filme de Spielberg.)
Mas afinal, o que são os discos voadores?
No entanto, é preciso ter cautela e não colocar o carro na frente dos bois. A sigla OVNI significa apenas “objeto voador não-identificado”, e não existe nenhuma evidência concreta que nos permita identificar esses objetos voadores a espaçonaves alienígenas. Por mais sedutora que a hipótese extraterrestre pareça, ela é só uma hipótese. Existem outras, que também precisam ser levadas em conta.
O próprio Hynek estava longe de aceitar a hipótese extraterrestre. Quanto mais estudava o assunto, mais Hynek ficou convencido de que se tratava de um fenômeno paranormal gerado pela mente humana, ou então de um fenômeno relacionado a universos paralelos. Esta última teoria também foi proposta pelo pesquisador John A. Keel e por outro astrofísico que se tornou ufólogo, o francês Jacques Vallée. Tanto Keel quanto Vallée sugerem que inteligências provenientes de um mundo paralelo – o que, no jargão ufológico, às vezes é chamado deultraterrestres – criaram o fenômeno OVNI com o objetivo de enganar e manipular a humanidade.
Já a teoria de que as visões ufológicas são um fenômeno gerado pela mente humana foi proposta por ninguém menos do que Carl Gustav Jung, o grande psicólogo suíço que foi o principal discípulo de Freud antes de romper com o mestre e criar sua própria escola de psicologia. Jung escreveu sobre os OVNI em seu livro Discos Voadores – Um Mito Moderno Sobre Coisas Vistas no Céu, onde ele mostra que os relatos sobre discos voadores refletem os mesmos padrões arquetípicos que Jung encontrou nos mitos e nos sonhos, e que são uma manifestação de estruturas do inconsciente coletivo da humanidade. Jung não excluía a possibilidade de um fenômeno natural desconhecido, mas acreditava que esse fenômeno era apenas uma base sobre a qual as pessoas projetavam imagens inconscientes.
Na década de 80, o psicólogo canadense Michael A. Persinger apresentou uma ideia intrigante sobre qual poderia ser o fenômeno natural sugerido por Jung. Persinger descobriu que, quando expostas a campos eletromagnéticos com uma frequência semelhante à das ondas cerebrais, as pessoas entravam em um estado alterado de consciência e tinham visões idênticas às descritas pelas testemunhas ufológicas.
Visitantes alienígenas, habitantes de um universo paralelo, projeções arquetípicas ou fenômenos eletromagnéticos – sejam lá o que forem, os discos voadores continuam por aí, assombrando os céus do planeta, e seu mistério ainda aguarda uma explicação satisfatória
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